Uér Izánt


Quinta-feira , 15 de Junho de 2006


Run

Acho que hoje lhe percebi de modo incomum.

Sempre tive aquela visão de quem está abaixo, admirando-lhe em seus detalhes, aprendendo com o modo que trata as coisas.

Desde que lhe conheci a observava dessa forma, pois sempre achei que o que havia entre nós era sua maior presença em tudo. Havia lógica em tudo que fazia. Sempre entendia o porquê de teus atos, pois, em meu pensamento, não havia melhor forma de lidar com as situações, estavas certa sempre.

Mas você não me fez nada, não se preocupe.

Minha nova forma de pensar a teu respeito tem origem em algo que ainda não compreendo. Pareço estar cansado de você, mesmo sem nunca ter me esforçado em lhe opor. Ainda sinto aquele pulsar especial quando estás próxima, mas não mais tenho aprovado tudo o que faz.

Agora percebo que existiam alternativas melhores, mais promissoras, caminhos que a deixariam livre de certos questionamentos que enfrenta. Não que você se importe com eles, sei bem que nada do quê dizem por aí influencia o que tem feito. Mas no lugar deles estariam os aplausos, demonstrações públicas de aprovação. Isso sim sei que faz diferença para você.

Bom, independente disso tudo, continuo sendo aquele ser indiferente para você. Fazes questão de demonstrar isso. Antigamente, isso me transtornava. Hoje em dia não é bem assim. Porque agindo assim, pela minha nova forma de pensar, estás apenas demonstrando que realmente sou importante para você. Ninguém perderia tanto tempo assim à toa.

Até.

 

 

 

*O título anterior é um pedaço de frase de uma música, presente neste impecável disco:

1999, Dream Theater, Scenes From a Memory.

 

Escrito por casablancas às 20h32
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Segunda-feira , 12 de Junho de 2006


One Last Time

Não me adianta, e nem à ninguém, ter as repostas, se não souber organizá-las.

Isso porque, na maioria das vezes, elas aparecem nos lugares errados, muitas vezes nas horas erradas também, o que diminui muito nossa chance de utilizá-las de modo concreto.

Tê-las quando estás no centro de tudo então, é privilégio de poucos.

Existem momentos em que se está no controle, onde o tempo pára e lhe pergunta para onde deve seguir.  E o que fazemos ?

Isso nos diferencia, o modo como o conduzimos.

Sei que muitos pensam que o dominam, bem como outros o olham de longe, vendo-o no futuro de seu passado. Sou uma dessas pessoas. O deixei para trás antes de começar a ter consciência das coisas. Longe demais, na verdade nem me lembro quando o tive em minhas mãos por completo.

Contudo, ainda podemos agarrá-lo por alguns instantes. E, se organizados fossemos no trato com nossas respostas, conseguiríamos até dominá-lo novamente.

Não que sejamos mais felizes assim. Eu mesmo já desperdicei algumas chances de propósito. Penso que a ignorância restrita que me guia nesses momentos tem me protegido, de certa forma.

Bom, prometo ser mais claro da próxima vez.

Até.

 

*O título anterior se refere à uma canção, que se insere nesse disco:

 

 

 

1967, Rolling Stones, Their Satanic Majesties Request.

Escrito por casablancas às 21h28
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Perfil



Meu perfil
BRASIL, Sul, PORTO ALEGRE, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, German, Música, Livros

Histórico