Uér Izánt


Domingo , 04 de Maio de 2008


Keep the Car Running

Tu conseguiu me enganar.

Estive próximo de dizer que havia me livrado de você. As coisas iam bem. Já nem lembrava mais da tua existência.
Daí, de solavanco, tu me redime ao meu lugar. O meu posto, definido por você sabe-se lá quando.

A proximidade daquilo que tanto desejava me fez perder o rumo, talvez. Nunca estive assim, acredito eu. A impressão que tenho agora é de que, por esse motivo, não soube como agir. E ainda não sei, já que tudo foi rápido demais para mim tirar conclusões sobre isso.
Mas sinto que meu olhar mudou. Algo novo está nele, talves tu nem contasse com isso. Tá, tu sabe o porquê, mas eu prefiro acreditar que estou te enganando, dando a volta por trás pra te pegar de surpresa. Sim, não quero mais ultrapassar-te. Isso não me faz bem. Quero te alcançar, colocar o dedo na tua cara, exigir de te ti aquilo que ficou pra trás, que todos dizem que não volta mais.

Pode me chamar de louco, não me importo. Minha sina é mostrar que eu mereço o teu respeito. E tu vais ver isso, cedo ou tarde. Aquela estupidez de antes me coloca um passo à frente dos outros. E tu vais saber, logo.
O que importava antes, não tem mais valia. O tempo passou, e estive escondido a maior parte dele. Não queria ver você no horizonte, ou além dele. Isso parecia-me ser mais longe do que poderia alcançar. Mas agora vejo que não. O posso fazer a qualquer momento.

Talvez por isso tu esteja jogando sujo. Mas, veja só, não que não deu tão certo assim como tu pensava ?

Tu conseguiu me enganar. Mas ganhou um oponente mais difícil de ser batido.

Até.

Escrito por casablancas às 17h31
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Domingo , 16 de Dezembro de 2007


I know, I feel it in my bones

Hallo !

Eu acho que as coisas não são bem assim.
Se algo desencamba para o seu oposto, deveríamos estar felizes com isso, pois assim teremos a oportunidade de expressar aquilo que não se é.
Mas se tudo parece ser o que realmente é, como posso dizer que te amo sem despertar a inconsciência de quem se apodera de nossas vidas a ponto de dizer o que realmente somos ?

Aquilo parecia ser algo promissor. Mas a promessa é onipresente nesses termos.
Talvez eu precisasse esquecer aqueles momentos, mas isso não me traria conforto, de forma alguma, apenas confusão.

Achei que haveria um momento especial, no qual as coisas pareceriam ter outro brilho, outra função. Mas tudo parece igual ao que era antes. Eu sou o mesmo. Só que isso não me afeta tanto quanto achei que afetaria.
Na realidade, sinto-me melhor assim. Eu me conheço, portanto não há supresa. Pior seria se houvesse alguma faceta escondida, mostrando-me o quanto perdi por não a ter percebido antes.

E o tempo passou. Olhando de longe, parece que ele até tem alguma razão no que fez. Mas só olhando de perto vemos o quão ordinário ele é.
Todo mundo o respeita, mas quase ninguém percebe o quanto ele podia ter feito.

Mas enfim, é por causa dele que estou aqui. Um dia vou acerta-lhe o rabo, e a surpresa será grande. Se lembra de onde tinhas me deixado ?
Pois é, agora é você que vai ficar pra trás.

Até.




Escrito por casablancas às 22h46
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Segunda-feira , 14 de Agosto de 2006


What's The Buzz ?

Olá !

Tenho estado distante de você nos últimos tempos, sei bem. Sinceramente, não tenho uma solução à vista para isso, daquelas que invento de vez em quando, e que poderiam ser catalogadas em algum livro Best Seller, tamanha a importância das mesmas.
Acho graça dessas coisas. Da forma como tudo tem se desenvolvido. Bom, ao menos meu humor tem se mantido ativo nesses tempos, por mais ele só faça rir a eu mesmo.

Preciso por em ordem uma pá de coisas, para ter idéia de até onde consegui te levar. Mas não me sinto muito a vontade para fazer isso. Parece-me que são os momentos em que te esqueço aqueles em que consigo ser mais lúcido. Teu sentido não importa nesses momentos, afinal, o hoje sempre se sobrepõe ao amanhã.

Mas mesmo à contragosto, cheguei no limiar das coisas, e agora preciso lhe dar minha face. Já me deste um beijo antes, do qual sou muito grato, mas agora é a hora de me expor de verdade.
Você sabe muito bem que eu tinha medo disso, e ainda tenho, tanto que sempre demoro à assimilar essas coisas, concientemente, por assim dizer.

As vezes acho que faço isso por medo de te decepcionar. Opto pelo nada para garanti-lo. Mas vejo que há muitas visões em seu caminho, e todas tem um fim certo. A maneira como o espero representa minhas escolhas.

Até.





*O título anterior é o nome de uma música, que faz parte deste disco:

Escrito por casablancas às 23h39
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Quinta-feira , 15 de Junho de 2006


Run

Acho que hoje lhe percebi de modo incomum.

Sempre tive aquela visão de quem está abaixo, admirando-lhe em seus detalhes, aprendendo com o modo que trata as coisas.

Desde que lhe conheci a observava dessa forma, pois sempre achei que o que havia entre nós era sua maior presença em tudo. Havia lógica em tudo que fazia. Sempre entendia o porquê de teus atos, pois, em meu pensamento, não havia melhor forma de lidar com as situações, estavas certa sempre.

Mas você não me fez nada, não se preocupe.

Minha nova forma de pensar a teu respeito tem origem em algo que ainda não compreendo. Pareço estar cansado de você, mesmo sem nunca ter me esforçado em lhe opor. Ainda sinto aquele pulsar especial quando estás próxima, mas não mais tenho aprovado tudo o que faz.

Agora percebo que existiam alternativas melhores, mais promissoras, caminhos que a deixariam livre de certos questionamentos que enfrenta. Não que você se importe com eles, sei bem que nada do quê dizem por aí influencia o que tem feito. Mas no lugar deles estariam os aplausos, demonstrações públicas de aprovação. Isso sim sei que faz diferença para você.

Bom, independente disso tudo, continuo sendo aquele ser indiferente para você. Fazes questão de demonstrar isso. Antigamente, isso me transtornava. Hoje em dia não é bem assim. Porque agindo assim, pela minha nova forma de pensar, estás apenas demonstrando que realmente sou importante para você. Ninguém perderia tanto tempo assim à toa.

Até.

 

 

 

*O título anterior é um pedaço de frase de uma música, presente neste impecável disco:

1999, Dream Theater, Scenes From a Memory.

 

Escrito por casablancas às 20h32
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Segunda-feira , 12 de Junho de 2006


One Last Time

Não me adianta, e nem à ninguém, ter as repostas, se não souber organizá-las.

Isso porque, na maioria das vezes, elas aparecem nos lugares errados, muitas vezes nas horas erradas também, o que diminui muito nossa chance de utilizá-las de modo concreto.

Tê-las quando estás no centro de tudo então, é privilégio de poucos.

Existem momentos em que se está no controle, onde o tempo pára e lhe pergunta para onde deve seguir.  E o que fazemos ?

Isso nos diferencia, o modo como o conduzimos.

Sei que muitos pensam que o dominam, bem como outros o olham de longe, vendo-o no futuro de seu passado. Sou uma dessas pessoas. O deixei para trás antes de começar a ter consciência das coisas. Longe demais, na verdade nem me lembro quando o tive em minhas mãos por completo.

Contudo, ainda podemos agarrá-lo por alguns instantes. E, se organizados fossemos no trato com nossas respostas, conseguiríamos até dominá-lo novamente.

Não que sejamos mais felizes assim. Eu mesmo já desperdicei algumas chances de propósito. Penso que a ignorância restrita que me guia nesses momentos tem me protegido, de certa forma.

Bom, prometo ser mais claro da próxima vez.

Até.

 

*O título anterior se refere à uma canção, que se insere nesse disco:

 

 

 

1967, Rolling Stones, Their Satanic Majesties Request.

Escrito por casablancas às 21h28
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Domingo , 28 de Maio de 2006


She's Like A Rainbow

Oi !

Penso no porquê das coisas, qual o motivo de fazermos isso tudo. Acreditar é segredo das coisas, por isso acredito piamente que ninguém nesse mundo já achou o sentido de tudo, digo, do porquê disso tudo.

Mesmo assim, é importante discutirmos isso.

Como assim ? Discutir algo que não existe ?

Exatamente.

Termos sempre em mente a verdade das coisas nos auxilia muito à entendermos o porquê das coisas. Tipo um show de uma banda que toca Black Metal Cristão de dentro de uma igreja evangélica. Sim, eu já presenciei isso.

Entender que estamos sempre atrás de uma resposta que não existe pode explicar comportamentos como o meu. Tipo, não há motivo para mim estar escrevendo agora. Isso aqui vai do nada à lugar algum. Mesmo assim continuo. Por quê ?

Porque quero ser melhor que você. Esse é o sentido das coisas. A partir daí posso dizer que tenho uma solução. Sim, mentir sempre foi uma de minhas paixões.

Até.

 

Escrito por casablancas às 19h14
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